No mês passado, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chamou atenção e gerou bastante discussão nos bastidores da política. Ele determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro passasse a usar tornozeleira eletrônica — mas, contrariando um pedido da Polícia Federal (PF), não autorizou a prisão preventiva do ex-chefe do Executivo.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a PF acreditava que havia elementos suficientes para prender Bolsonaro de imediato. A acusação principal era que o ex-presidente teria financiado a estadia do filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nos Estados Unidos, numa articulação com o governo Donald Trump. Essa atuação, ainda segundo a PF, teria o objetivo de pressionar ou até sancionar ministros do STF, num momento de forte tensão institucional.