A dor de perder alguém já é, por si só, devastadora. Mas ter que lidar com a falta de respeito em meio ao luto é uma ferida que não cicatriza tão fácil. A família de Juliana Marins, brasileira que morreu de forma trágica ao cair durante uma trilha na Indonésia, vive exatamente esse pesadelo. Eles ficaram sabendo do laudo da autópsia — feito no Brasil — não por meios oficiais, como se esperava, mas sim pela imprensa. E foi aí que a revolta tomou conta.
O laudo, que deveria estar sob sigilo absoluto, acabou vazando antes mesmo da própria família ter acesso. Um documento sensível, que trata da causa da morte da jovem, caiu nas mãos erradas, sem qualquer consideração pela dor dos parentes. “A gente teve que saber pelos jornais… Isso não é justo, nem humano”, desabafou Marina Marins, irmã da Juliana.