Como era a relação de Bento XVI e Papa Francisco? Saiba os bastidores

Quando o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito para liderar a Igreja Católica, adotando o nome de Francisco, ele se deparou com uma situação inédita nos últimos 600 anos: teria de conviver com seu antecessor, o papa emérito Bento XVI, que renunciara ao cargo em 2013. A presença de dois pontífices dentro do Vaticano gerou intensas especulações sobre a relação entre ambos, especialmente devido às diferenças de estilo, temperamento e visão sobre a Igreja.

Desde o primeiro encontro entre os dois, Francisco fez questão de enfatizar o respeito e a fraternidade que deveriam guiar essa convivência. “Nós somos irmãos”, declarou ao cumprimentar Bento XVI. Do outro lado, o pontífice alemão, conhecido por sua discrição, reafirmou que sua missão após a renúncia seria apoiar a Igreja por meio da oração. “Papa é um só, Francisco. Meu único e último dever é sustentar o pontificado com minhas preces”, afirmou Ratzinger, em uma tentativa de minimizar qualquer ideia de dualidade no comando da instituição.

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